History facts – O Hino oficial do Santos FC.

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Nova série aqui no blog:

“History facts – Santos FC”.

Iniciando a série com uma interessante matéria que mostra que apenas 22 anos atrás, em 1997, a grande maioria dos Santistas desconhecia a existência do hino oficial do SANTOS FC.
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http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0142k.htm

“Você conhece o hino oficial do Santos F.C.? A Tribuna constatou, por intermédio de uma pesquisa aleatória nas ruas e avenidas da região central da Cidade, o que já se imaginava. A maioria dos santistas entrevistados não conhece o verdadeiro hino do clube alvinegro, criado em julho de 1957, pelo músico santista Carlos Henrique Paganetto Roma.

Quase 60% dos consultados, 59,2%, disseram que conheciam pelo menos uma parte do hino, mas na hora de cantar, repetiam trechos da marchinha Leão do Mar, música composta em janeiro de 19456, pelo publicitário paulistano José Maugeri Netto.

Enquete – Segundo enquete sobre qual das composições agrada mais aos torcedores, a marchinha Leão do Mar acaba sendo a referida da maioria dos entrevistados, exatamente por falta de contato e conhecimento com o conteúdo do hino verdadeiro.

“Não conheço o hino verdadeiro, só o Leão do Mar. Inclusive pensava que era o hino oficial do time da Vila Belmiro”, comenta o auxiliar de exportação e importação José Rubens Gomes Santana.

A auxiliar de escritório Roberta Moacir Schmidt tem a mesma opinião de José Santana. “Nunca ouvi falar do hino verdadeiro. Acho que o Leão do Mar tem grande identificação com o público. É bem mais conhecido e tem tudo a ver com o Santos”, justifica.

Seu colega de escritório, André de Souza, concorda. “Gosto muito do Leão do Mar. E todo mundo conhece pelo menos um pedacinho da letra”, argumenta. O maquinista José Luiz dos Santos Costa também prefere o Leão do Mar. “Esta marchinha está na boca do povo. Já escutei o hino verdadeiro, mas gosto mais da letra da marcha”, revela.

Letra maravilhosa – Já para o representante técnico Ronaldo Sérgio Cardoso Nazar, o hino é bem melhor. “O Leão do Mar é só uma marchinha, apesar de ser mais conhecido pelo torcedor. O hino, que já ouvi tocar na rádio, tem uma letra maravilhosa. Precisam regravar o hino e divulgá-lo”, defende.

O administrador de empresas Clóvis Ferraz também afirma que a marchinha é coisa de época. “A letra da marchinha é bem mais fácil e repetitiva. Isso facilitou para o povão decorar”, explica. “Prefiro o hino original, que é lindo. Precisam desenvolver um trabalho forte de divulgação do hino para fixar na cabeça do torcedor”, completa.

A Tribuna 1997
A Tribuna – 2 de março de 1997 (página A-22)

“O hino oficial do Santos F.C., de autoria do músico Carlos Henrique Paganetto Roma (1936-1983), surgiu em julho de 1957. Apesar de existir há tanto tempo, só foi homologado como oficial do clube em 11 de junho de 1996, pelo Conselho Deliberativo do Santos, presidido por Edmond Atik.

O autor da proposta de homologação, Júlio Teixeira Nunes, um dos conselheiros mais antigos da Vila, afirma que desde 1990 insistia constantemente para a ratificação do hino no Estatuto do clube. “Comecei a correr atrás desta homologação depois que deixei o cargo de vice-presidente da Administração e Finanças do Santos, em março de 1990”, recorda o conselheiro.

“Apresentei minha solicitação por escrito, pela primeira vez, em 26 de março daquele ano. Na época, o presidente do Conselho era o Mílton Teixeira. Insisti com todos os presidentes que passaram pelo cargo, mas até junho do ano passado, não havia conseguido nada”, lembra.

Estatuto – De acordo com Júlio Nunes, o hino constava apenas num projeto de alteração do Estatuto do Santos. “Ninguém do clube nunca agiu para resolver o problema do hino. Quando foi reformulado o Estatuto, nos anos 60, o hino oficial não foi incluído”, revela.

“A marchinha Leão do Mar, criada um pouco antes, acabou sendo gravada e comercializada por aí como se fosse o hino do clube. Mas, o hino verdadeiro sempre foi outro”, reclama o conselheiro.

Este foi seu argumento principal para convencer os 179 membros do Conselho, que participaram da votação da proposta. “Consegui unanimidade para a homologação da música do Carlos Henrique”, conta Nunes. Ele afirma ter conhecido o autor. “O Carlos sempre dizia que a marchinha era uma música de época. O seu hino, não. Era para sempre”, recorda.

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O conselheiro Júlio Nunes: críticas ao Departamento Jurídico. Foto: Carlos Nogueira, publicada com a matéria

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Mercado – O conselheiro não entende até hoje por que nem o Departamento Jurídico do Santos nem o Departamento de Comunicação nunca fizeram nada para resolver esse problema. “A marcha Leão do Mar está no mercado como se fosse o hino do clube e isso está errado”, enfoca.

Ele não se conforma que alguém (os autores da marchinha), e não a entidade Santos F.C., esteja ganhando dinheiro com essa comercialização. “Existe um CD de hinos dos clubes de futebol e lá o Leão do Mar consta como hino do Santos. Isto é um absurdo”, reclama, referindo-se ao CD da gravadora Cid Digital.

“Tem aquele boneco também, que você aperta e ele canta o hino do clube. Até naquele brinquedo o que toca é o Leão do Mar. E pior, como se fosse o hino do Santos”, acrescenta Júlio Nunes, explicando sobre o mascote musical do time, fabricado pela Estrela.

Gravação – Segundo ele, que tem uma fita com uma gravação do hino oficial, “o Santos precisa divulgar e comercializar a música verdadeira do time. Já fiz cópia da fita e deixei na secretaria do clube”, informa.

Júlio Nunes pretende agora conversar com o presidente do Conselho, Edmond Atik, para iniciar o processo de gravação comercial do hino verdadeiro. “Se ninguém se manifestar, eu mesmo vou agilizar isso. Provavelmente, iremos à Capital contactar produtores, músicos e gravadora para executar essa comercialização”, conta o conselheiro. (VM).

O som que sempre estremece a  Vila

Gravação do hino oficial do Santos completa 50 anos

Anderson Firmino

Da Redação

Quem assistiu a um jogo do Santos, na Vila Belmiro, sabe o tamanho da força de alguns acordes musicais. Quando o doce som de uma flauta anuncia que vai começar o Hino do Santos, a torcida do Peixe já se alvoroça. E não é para menos: o Hino Oficial do Santos (Sou Alvinegro da Vila Belmiro…), composto por Carlos Henrique Roma, cuja família tem a história misturada com a do clube (é filho de Modesto Roma, um dos maiores dirigentes santistas), composto em 1957, teve uma de suas gravações mais antigas lançada há exatos 50 anos. Ao lado da marchinha Leão do Mar, é o som que estremece Urbano Caldeira.

De acordo com pesquisa, cruzando informações de fontes como os sites da Fundação Joaquim Nabuco e do Instituto de Memória Musical Brasileira, feita pelo historiador José Ricardo Gonçalves, a gravadora Odeon lançou, em 1959, um disco 78 rotações, com interpretações do cantor Francisco Egydio. Numa das faixas, o hino do Alvinegro, cujo título oficial é Glória ao Santos FC, é cantado de forma solene. Na outra, Egydio canta outra música de exaltação, de nome O Santos Ganhou. Para o pesquisador, as gravações, obtidas junto a colecionadores, configuram verdadeiro “achado”.

“Eu tinha na memória a gravação, dos meus tempos de criança, quando acompanhava um programa da Rádio Atlântica de Santos que só flava sobre o clube. A curiosidade sobre o intérprete sempre existiu, mas a partir de 2003, quando criei um site sobre música, pude ir atrás de informações mais detalhadas. Até que, em 2007, descobri endereços que possuem catálogos de quase todas as gravações feitas no País em 78 rotações e em LP”, comentou Ricardinho, de 48 anos, engenheiro da Petrobrás e que morou na Cidade, no Marapé.

Porém, ele obteve duas cópias em formato MP3 das músicas do compacto e, em contato com a subsede do Santos na Capital, enviou os arquivos. O diretor José Carlos Peres lembrou que Glória ao Santos FC só foi homologado como hino oficial em 1996, pelo Conselho Deliberativo do clube, graças à propositura do conselheiro Júlio Teixeira Nunes.

E, como diz a própria canção, possuir duas músicas tão marcantes que remetem ao clube é “um orgulho que nem todos podem ter”.

O INTÉRPRETE

O auge do cantor Francisco Egydio foi nas décadas de 50 e 60. Foi o primeiro a receber o Troféu Imprensa na categoria Intérprete, em 1960. Morreu em 2007, aos 80 anos

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A torcida canta a marcha Leão do Mar e o hino Glória ao Santos FC Foto: Raimundo Rosa, publicada com a matéria

FONTE: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0142k.htm

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